"Pastor,
por acaso o senhor tem óleo ungido aí? Estou querendo comprar um carro
zero e para isso preciso tomar posse da bênção, ungindo o veículo. Sei
que agindo assim, o carro será meu, oh glória!"
Bem, volta e meia ouço um pedido
deste tipo. É gente querendo ungir, carro, apartamento, Xbox,
computador e outras coisitas mais.
Outro dia, um amigo me contou
que havia conseguido um frasco de óleo ungido, e que em virtude disso
iria ungir os cômodos de uma casa oprimida por satanás.
Ora, não quero chover no
molhado, mesmo porque, o meu amigo Augustus Nicodemus, acabou de
escrever um texto sobre unção com óleo, o qual subscrevo literalmente. Todavia, julgo que seja importante escrever combatendo essa mania de alguns ungiram objetos com óleo.
Caro leitor, vamos combinar uma
coisa? Em que lugar do Novo Testamento nós vemos Jesus orientando os
discipulos a ungirem objetos? Ou em que parte das Escrituras encontramos
os apóstolos distribuindo óleo ungido para os fiéis? Sinceramente me
assusta a capacidade de alguns dos evangélicos em fabricarem distorções
teológicas.
Para piorar a situação, o
fabricação do óleo ungido se transformou num grande negócio, onde em
nome de Deus, milhares de litros são produzidos com o intuito único de
"untar" o necessitado de bênçãos espirituais.
Prezado amigo, o que me chama atenção, é que a igreja evangélica brasileira advoga a causa de que estamos vivendo momentos de um genuíno avivamento. Outra vez lhe pergunto: Será? Que avivamento é esse, que não produz frutos de arrependimento? Que avivamento é esse que não muda o comportamento do crente? Que avivamento é esse que não tem as Escrituras como fundamento e base?
Pois é, acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos.
Alguma coisa precisa ser feita!
Pense nisso!
Renato Vargens

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