sexta-feira, 14 de junho de 2013

PROSPERIDADE BÍBLICA .



Prosperidade, no sentido bíblico, é a medida das bênçãos de Deus, segundo Sua vontade. Não se trata apenas de “ser rico” ou ter “ótima saúde”, mas possuir: sabedoria, dons, bom (boa) esposo (a), filhos obedientes e fiéis a Deus, honras, paz, segurança, etc. Alguns termos bíblicos que descrevem a prosperidade: “bênçãos”, “bem-aventurado”, “colheita”, “abundância”, “prosperar”.

Ao longo da história humana, Deus tem usado de pessoas prósperas para abençoar seu povo: Abraão, Isaque, José (do Egito), Davi, Salomão, etc.

· Como obter prosperidade?

Sendo obediente: Ex 23.25, Dt 7.12-13, 11.13-15, Pv 28.20, Ap 22.7. A obediência á vontade de Deus leva o homem a gozar paz, harmonia, segurança, e usufruir dos benefícios que Deus tem reservado àqueles que O amam (2 Cr 26.5, Sl 1.3). Exemplo: as promessas feitas aos dizimistas fazem parte da bênção pela obediência (Ml 3.10,11). Isaque foi obediente, ficando em Gerar, e Deus lhe abençoou muitíssimo (Gn 26.2, 6, 12-14).

· Podemos pedir prosperidade para Deus?

Sem dúvida, Ele nos quer abençoar sempre! (Mt 6.33, Fp 4.19). O que ocorre, com frequência, que a prosperidade é vista egoisticamente, para o próprio deleite da pessoa que a recebe. Aí então ocorre o engano da “prosperidade sem responsabilidade”.

· Que é “voto de prosperidade”?

É um voto feito a Deus, propondo-se a ser um canal de suas bênçãos. O voto é o seguinte: quanto mais bênçãos receber, mais a pessoa dará para outros (At 20.35). Pessoas que fizeram este voto: Abraão (Gl 3.14), Jacó (Gn 28.22), Salomão (1 Rs 3.8-9), etc.

· A prosperidade pode cessar?

Não de todo. Mas, por motivos especiais, Deus pode fazer cessar alguma prosperidade em particular. O caso mais conhecido é o de Jó: perdeu bens, família e saúde, para alcançar uma bênção maior: conhecer Deus de perto! (Jó 42.5). “Todas as coisas cooperam para o bem...” (Rm 8.28).

· Qual a nossa responsabilidade diante da prosperidade a nós concedida?

Será proporcional ao que recebermos (Mt 25.14-30). Especificamente, aos que receberem bênçãos materiais, estará a responsabilidade de ministrar misericórdia (1 Tm 6.17-19).

Aos que receberem grande sabedoria, será cobrado responsabilidade extra pelo seu uso . É propósito de Deus que haja diligência (cuidado) com o que recebermos: o que pouco recebe, pouco será cobrado, o que muito recebe, muito será exigido (Lc 12.48). Haverá um tribunal especial para nós, cristãos, para avaliar nossa fidelidade em relação àquilo que recebemos de Deus (“Tribunal de Cristo”: Rm 14.10, 2 Co 5.10).

REFUTAÇÕES BÍBLICAS DO “EVANGELHO DA PROSPERIDADE”

Heresia segundo a qual o crente "deve ser rico", “sempre ter saúde”, senão não está abençoado.. Dizem que por ser filho de Deus, temos o "direito" de termos o que quisermos! Vejamos as refutações bíblicas:

1. Salomão não pediu riquezas... 1 Rs 3.9;

2. O mendigo Lázaro era salvo, porém... Lc 16.20-23;

3. Jesus não tinha onde reclinar a cabeça: Mt 8.20;

4. Paulo viveu em constante pobreza: Fp 4.11

5. Porque Jesus pediu ao rico para desfazer-se dos bens? Lc 18.22;

6. Os que querem ficar ricos caem em tentações: 1 Tm 6.9;

7. Não podemos servir a Deus e as riquezas: Lc 16.13;

8. Igreja Apostólica não tinha membros que se diferenciassem entre si nas posses: At 2.44-45;

9. A recomendação para os discípulos: não ter 2 túnicas...Mt 10.9-10;

10.A pobreza como honra ("o irmão de condição humilde"... Tg 1.9);

11.A oração que não é atendida: para gastar no luxo: Tg 4.3;

12."Transformação dos elementos?". Onde? Na Bíblia? A alquimia é uma forma de feitiçaria! Ex 22.18, Ap 21.8;

13.Na oração do Pai Nosso não há indicação de pedirmos além do necessário ("de cada dia..." Mt 6.11);

14.A colheita de cem por um é de natureza espiritual! Mt 13.23;

15.A Bíblia exorta a procurar os melhores dons (1 Co 12.31), a buscar a Deus e Seu Reino (Is 55.6, Mt 6.33), etc. Não há passagem recomendando o acúmulo de bens (veja Pv 30.8-9, Sl 62.10, 1ì Tm 6.8);

16.O servo de Eliseu pegou lepra pela cobiça... 2 Rs 5.20-27;

17.Cobiça como pecado: Lc 12.15-21, 1 Jo 2.16;

18."Não amar as coisas do mundo", significa não desejá-las!1 Jo .15;

19."Não ajunteis tesouro na terra..." Mt 6.19;

20.José e Maria eram humildes. Sua oferta de sacrifício no templo foi um par de rolas (Lc 2.22-24), a mais simples oferta (veja Lv 12.6-8)

21.A fascinação da riqueza sufoca o crescimento espiritual Mc 4.19;

22.O amor ás riquezas, raiz dos males 1 Tm 6.10;

23.Riqueza como serviço: 1 Tm 6.17-19;

24.Pedro e João não tinham oferta para dar ao paralítico: At 3.6;

25.Transitoriedade e vaidade (Pv 23.5, Ec 2.18, 5.10);

26.Pobres no mundo, mas ricos para Deus (Tg 2.5);

27.Moisés abandonou sua riqueza e "status", para servir a Deus e ao Seu povo Hb 11.24-26

28.Prosperidade como resultado da obediência, e não dos "direitos": Dt 7.12-13, 11.13-15, etc.

29.A cobiça levou o povo de Israel a desobedecer e ser derrotado: Js 7.1-26;

30.Deus usou Gideäo, da família mais pobre de Manassés, para libertar Israel: Jz 6.15

31.Jó, um justo, passou por um período de pobreza total: Jó 1.9-12;

32."Ganhar o mundo inteiro" ou "perder sua alma"? (Mc 8.36). Veja também Lc 12.34;

33.Qual o objetivo do evangelho? Prosperidade ou salvação? Veja Jo 20.31.

Fonte: ebdonline

Nenhum comentário:

Postar um comentário