Um mito comum ao nosso tempo é que quanto mais a igreja tiver apoio tecnológico, melhor e maior ela será.
Pensando nisso, as igrejas evangélicas tem investido alto em projetores multimídia, instrumentos musicais e equipamento de som.
Fundamentados nessa premissa, boa parte dos pastores acreditam que quanto melhor for a tecnologia usada por numa igreja, mais Deus se alegrará e mais pessoas serão alcançadas.
Outro dia, alguém me ofereceu uma mesa de som digital que se a igreja comprasse, revolucionaria nossos cultos. Para tanto, deveríamos desembolsar a bagatela de R$ 20 mil Reais. Claro que não compramos, mesmo porque, ainda que quiséssemos não teríamos esses recursos disponível.
Na verdade, penso eu, comprar uma mesa deste naipe, além de desnecessário, serviria somente para fortalecer o mito reinante de que quanto mais tecnologia melhor.
Pois é, o problema é que ao alimentar esse mito, igrejas que não possuem os mesmos recursos financeiros se sentem diminuídas e até mesmo incapazes de produzirem cultos que glorifiquem ao Senhor. Nessa perspectiva, procurando buscar excelência, endividam seus membros, através de campanhas, jornadas e eventos, no afã de alcançarem suas metas.
Ora, antes que alguém me apedreje, bem sei que tecnologia não faz mal a ninguém, e que um bom som, como também bons instrumentos ajudam na qualidade do culto, todavia, atrelar isso a ideia de um culto perfeito é demais da conta, não é verdade?
Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Em que lugar das Escrituras encontramos algum texto que nos ensine que pra Deus se fazer presente num culto é preciso algo especial? A Bíblia nos mostra que onde estiverem dois ou três reunidos em nome do Senhor ele estará presente. (Mateus 18:20). Isto é, basta uma reunião em torno dele, que lá ele está. Esta premissa bíblica anula a ideia de que alguma coisa, algum fato extra fé, ou até mesmo a tecnologia são peças fundamentais a presença de Deus em nossos cultos.
Veja bem, nada contra as igrejas que investem nesse tipo de tecnologia, longe de mim querer condenar aquelas que fazem isso. Alias, vale a pena ressaltar que o meu objetivo ao escrever esse texto não foi criticar os que investem em tecnologia e sim desconstruir a ideia de que a tecnologia é fundamental a presença de Deus num culto.
Diante do exposto concluo essa pequena reflexão pensativo, entendendo Deus é livre e que ele não precisa de nada para se fazer presente em nossos ajuntamentos.
Pense nisso!
Renato Vargens
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