Os obreiros do púlpito e o povo presente, de modo geral, vibraram com a mensagem, haja vista o pregador ter enfatizado que — mesmo sem o título de apóstolo — Filipe fez muitos milagres, e seu ministério foi mais abençoado em Samaria do que o dos figurões em Jerusalém. Entretanto, quem examina as Escrituras neotestamentárias com cuidado sabe que o Filipe apóstolo não é o mesmo Filipe diácono!
Em Atos 1.13, Filipe, o apóstolo, é mencionado entre Pedro, Tiago, João, André e os outros. Em Atos 6.2,3 está escrito: “E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio”.
Como se vê, o Filipe apóstolo — uns dos doze — não era um dos sete diáconos escolhidos dentre a multidão, sob a orientação dos doze. Entre os escolhidos havia outro servo do Senhor chamado Filipe: “e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe” (At 6.5). Segue-se que o apóstolo Filipe não foi rebaixado, visto que o diácono mencionado é outra pessoa com o mesmo nome do primeiro.
Moral da história: muitos pregadores famosos (alguns são até idolatrados) estão mais preocupados em animar auditórios, fazer gracejos, dar espetáculo e gerar emoção do que estudar as Escrituras com cuidado e expô-las com graça e verdade. Lembremo-nos do que a Palavra do Senhor assevera em 2 Timóteo 4.2 (ARA): “Prega a Palavra”.
Amém?
Pr Ciro Sanches Zibordi

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