
Não. Eu não creio que a
cerimônia de casamento seja um sacramento. Eu não creio como os católicos
creem. Eu também não creio que a cerimônia de casamento seja somente uma
prestação de contas a sociedade. Eu creio que é bem mais do que isso. Creio que
um homem e uma mulher ao contraírem matrimônio o fazem desejosos de que o
Eterno abençoe seu relacionamento conjugal. Nessa perspectiva, num lugar
definido, diante de um ministro do evangelho, além é claro de amigos e
familiares, ambos felizes, porém contritos; alegres, porém temerosos, rogam ao
Todo-poderoso que abençoe a nova família que se inicia. Contudo, para nossa
tristeza, um número incontável de cristãos transformaram esse momento ímpar na
vida de um casal, num grande espetáculo circense.
Ora para piorar a situação, lamentavelmente não são poucos
aqueles que vencidos pelo secularismo banalizaram o casamento. Nessa perspectiva,
relativizam a cerimônia, ridicularizam os votos diminuindo o valor da aliança
bem como o compromisso assumido diante de Deus.
Outro dia participei como convidado de uma cerimônia de um
casamento em que em meio a muita bagunça, música, irreverência e algazarra os
votos foram “esquecidos”.
Votos? Isso é coisa do passado, afirmarão alguns.
Caro amigo, bem sei que os relativistas de plantão vão me
apedrejar, mas, os votos são fundamentais a uma cerimônia que pretende diante
de Deus unir um casal. Como bem outrora afirmou o meu amigo Solano Portela, o
momento dos votos para nós cristãos, envolve mais do que um contrato horizontal
fechado entre dois lados – Solano afirma, e eu concordo com ele, que Deus está
envolvido na cerimônia e nas promessas proferidas e isso é um pacto solene
feito na sua presença (Ml 2.13-16). Nesse pacto, Deus está bem mais
comprometido, do que as partes humanas poderiam estar, com o cumprimento do
acordo.
Doutra feita assisti um casamento em que a impressão que tive é
que aquela cerimônia não focava na aliança e sim na efemeridade da relação.
Ora, o casamento é uma aliança. A cerimônia de um matrimônio é a celebração do
acordo que um homem e uma mulher estão fazendo diante de Deus. O casamento é um
compromisso indissolúvel feito por um casal diante do Criador, onde juntos
prometem permanecerem firmes mesmo diante das lutas, dificuldades e problemas
inerentes ao dia-a-dia.
Isto posto afirmo sem titubeios que casamento é coisa séria. E
mais, digo também que o espetáculo circense encontrado em algumas cerimônias de
casamento apontam para o fato inequívoco de que a Igreja de Cristo banalizou o
que em hipótese alguma deveria ser banalizado.
É o que penso, é que digo!
Renato Vargens.
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