Que afirmação simples,
objetiva e enfática, Jesus nos apresenta nesse versículo! É interessante
que após Jesus se assentar no monte, tendo a sua frente inúmeras pessoas,
dentre elas, seus próprios discípulos, e expor, de forma sistêmica e pedagógica,
as bem-aventuranças, Ele, como quem olha dentro dos olhos dos discípulos ao
ponto de penetrar a alma e desvendar os mais profundos segredos, faz uma
afirmação para mudar os conceitos de religiosidade: "Vós sois o sal da
terra". Ele não diz que os discípulos estavam em processo que
culminaria em ser sal, ele não disse que a partir daquele momento os discípulos
teriam um tempo determinado para ser sal, não, ele disse que os discípulos são
sal.
Que coisa maravilhosa!
Somos sal da terra! Não tem para onde recorrer, não se tem o que
fazer: ou somos ou não somos. Ou salgamos a terra ou não salgamos a
terra. Salgando a terra, somos de Jesus, não salgando a terra, não somos
de Jesus; pois Ele mesmo disse "Vós sois sal". Quem não tem conseguido
ser sal, não pertence a esse grupo. É importante salientarmos que Jesus
afirmou sermos sal por uma razão muito simples: Ele nos escolheu para isso.
Não fomos nós quem O escolheu, muito pelo contrário; por isso que Ele
pôde olhar penetrantemente os seus discípulos e sem ensinar absolutamente nada
sobre o sal, afirmar: "Vós sois sal", pois só é sal quem Ele escolhe.
Uma característica do
sal é o equilíbrio, a pureza. O equilíbrio é a dose certa para tudo,
talvez seja por isso que Arquimedes tenha afirmado: "Dá-me uma alavanca e
um ponto de apoio e eu moverei o mundo". Esse ponto de apoio é o
equilíbrio. O sal proporciona o equilíbrio suficiente para movermos o
mundo em nossa volta. Os discípulos de Jesus a partir daquele momento têm
consciência de que possuem autoridade suficiente para mudarem todos e tudo em
sua volta. Assim somos nós hoje. Temos, sendo sal, o equilíbrio
para transformarmos nossa geração, nossa comunidade.
Pense um pouco sobre
isso.
Pr William de Jesus.
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