
A Bíblia conta-nos que Deus enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para
que este pudesse cumprir toda a sua vontade (Mt 3.15; Jo 4.34; 5.30; 6.38).
Para tanto, Jesus sempre demonstrou e continua dispensando sua amabilidade para
com as pessoas que se voltam para Ele. Prova disso, é a variedade de seres
humanos que compõe a sua Igreja (Jo 3.16; At 10.34; Rm 3.22; 10.12).
As Escrituras relatam-nos que, num certo dia, estando Jesus sentado em
casa de Mateus (Mt 9.9, 10), o publicano, que também chamava-se Levi (Lc 5.29),
quando este oferecia-lhe um grande banquete, estavam ali outros publicanos e
pecadores sentados à mesa com Ele. Enquanto isso, os seus discípulos foram
interrogados pelos fariseus, que diziam: “Por que come o vosso Mestre com os
publicanos e pecadores?” (Mt 9.11). Jesus, no entanto, ao ouvir isso,
disse-lhes: “Não necessitam de médicos os sãos, mas sim, os doentes” (v.12).
Mais adiante, O Mestre falou: “Misericórdia quero e não sacrifício” (v.13). Ou
seja, Jesus estava refutando a atitude preconceituosa daqueles religiosos. Será
que hoje não existem pessoas como os fariseus contemporâneos de Cristo?
Quando estava em Jope, no terraço da casa de Simão, curtidor, quase ao
meio-dia, o apóstolo Pedro teve um “arrebatamento de sentidos, e viu o céu
aberto e que descia um vaso, como se fosse um grande lençou atado pelas quatro
pontas, vindo para terra, no qual havia de todos os animais quadrúpedes,
répteis da terra e aves do céu. E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro!
Mata e come. Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa
alguma comum e imunda. E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu comum ao que
Deus purificou” (At 10.10-15). Este texto mostra que o Senhor trata as pessoas
com imparcialidade. Ele, verdadeiramente, não faz acepção de pessoas! (Rm
2.11)
“Meus irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da
glória, em acepção de pessoas”, foi o que afirmou o irmão Tiago (Tg 2.1). O
mesmo continua: “Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de
ouro no dedo, com vestes preciosas, e entrar também algum pobre com sórdida
vestimenta, e atentardes para o que traz a veste preciosa e lhe disserdes:
Assenta-te tu aqui, num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, ficas aí em
pé ou assenta-te abaixo do meu estrado, porventura não fizestes distinção
dentro de vós mesmos e não vos fizestes juízes de maus pensamentos?” (v.2-4). A
predileção por pessoas tem sua origem nos “maus pensamentos” (v.4). Entretanto,
o cumprimento da lei real é este: “Amarás a teu próximo como a ti mesmo” (v.8).
Agir com equidade é o que Deus espera de nós, que professamos o seu
amoroso nome! Certa feita, disse Paulo: “Sede, pois, imitadores de Deus, como
filhos amados; e andai em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si
mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Ef 5.1, 2).
Em presença de Cristo,
João Paulo M. de Souza
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